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Três meses depois do novo shopping ter sido inaugurado,  quando nós já estávamos nos acostumando com a nova praça de alimentação, surgiu uma outra oportunidade de trabalho.

Nós já havíamos conversado sobre a hipótese de sair de Lisboa e ir para alguma cidade menor, pois o custo de vida diminui consideravelmente e o nosso dinheiro renderia mais. Então, em uma conversa informal com o Diretor da loja onde eu era a gerente, falei sobre essa nossa ideia. Ele parou e pensou um pouco e me propôs mudar pra Ilha da Madeira.

Falou que eles estavam com problemas nas 3 lojas que tinham lá e precisavam de uma pessoa de confiança pra administra-las. Como eu tinha a confiança dele e do proprietário, achou que eu era a pessoa certa. Claro que o meu salário aumentaria e a empresa pagaria minha moradia e cederia um carro da empresa.

Na hora fiquei um pouco assustada pela surpresa, mas prometi que ia falar com o meu marido sobre essa proposta.

Em resumo, 15 dias depois embarcamos para o Funchal na Ilha da Madeira, com o Bem contratado com gerente de uma das lojas.

Logo na chegada ficamos impressionados pela beleza do lugar, a Ilha da Madeira é mesmo muito linda.

Conseguimos alugar um ap em frente do shopping onde eu ia trabalhar, muito confortável . Com piscina, quadra de Ténis e serviço de limpeza incluído.

Tinha uma vista espetacular.



E o clima maravilhosamente agradável.

Recebemos um Smart da empresa para nos servir de locomoção.




Aproveitamos muiiiiiiiiiiiito a Ilha da Madeira, e tivemos uma vida bem boa.

Nessa época quase não cozinhamos, pois comíamos muito fora, na churrascaria onde trabalhavamos e em restaurantes nos passeios que sempre faziamos pela Ilha.

Os frutos do mar eram bem acessíveis e nas poucas vezes que cozinhamos, comíamos muito esse camarão:


CAMARÃO DA ILHA

- 1/2 Kg de Camarão
- 6 dentes de alho picado
-Pimenta e sal a gosto

Sem descongelar o camarão, cubra com agua, colocando sal e pimenta. Tampe a panela, colocando em fogo alto. Deixe até quase secar sem abrir a panela. Em seguida baixe o fogo e coloque o alho. Mexa sem abrir a panela, chacoalhando a cada minuto até o camarão estar cozido. Numa travessa derramar um fio de azeite no camarão e salpicar coentro picado por cima.


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Meu Bem adora e entende de futebol como ninguém.

Ele vai partilhar com vocês sua opinião através de uma crônica esportiva mensal em vídeo.







O Natal passou,mais um ano terminou e um outro começou.

Com o começo do novo ano, uma mudança em nossa vida profissional. 

Nesta época trabalhávamos cada um num restaurante que ficava num mesmo Shopping ou Centro Comercial como se diz em Portugal e fomos informados  que iríamos ser transferidos de restaurante para um outro Shopping que iria ser inaugurado. Não ficamos chateados, pois por uma feliz coincidencia a transferencia foi para os dois, mesmo trabalhando em restaurantes diferentes.

A Gatinha assumiu a sua função de Gerente no restaurante que trabalhava e eu assumi as minhas na minha cozinha.

Tudo caminhava bem e tranquilo , a não ser pelo percalço que estávamos tendo por falta de transporte. Nas primeiras duas semanas demos um jeito (pegamos carona, táxi, andamos um trecho a pé....etc), mas depois ficou insustentavel e chegamos a seguinte conclusão: Temos que comprar um carro.

O grande lance de se ter um carro em Portugal pelo menos naquela altura , nunca foi pelo aspecto financeiro, mas sim pelo burocrático. Trocar uma carta de condução de outro país para lá exigia uma burocracia absurda , demorada, cansativa e tremendamente confusa. Por estas e por outras que ficamos tanto tempo sem ter carro. Os meios de transportes eram e são muito bons em Portugal, isto não da para negar. Infelizmente naquela região de Loures onde estávamos trabalhando é que ainda estava mal, pois como era um bairro novo que na realidade estava sendo construído e urbanizado os meios de transportes estavam trabalhando  ainda de maneira lenta.

Para se comprar um carro,como eu já tinha dito o mais importante era regularizar a carteira de motorista, ou melhor a carta de condução. Fomos então enfrentar as dificuldades da troca da carta. E a sorte estava realmente do nosso lado, pois com a ajuda do nosso senhorio, sr Jorge, que era um morador antigo de nossa freguesia e lá possuía muitos imóveis e um certo prestigio (pois aqui na Europa também tem padrinho, pistolão e Q.I - quem indique, viu?). Com o problema da carteira resolvido fomos procurar um carro pra comprar. Compramos o carro de um amigo nosso Angolano que o  estava vendendo pois iria voltar pra Angola, pois ele tinha ganho um prémio no Euro Milhões (Mega Sena Brasileira)  no valor de 330.000,00 euros, mas isto já é outra história.... O carro era um Renault 16, muito bom, não era novo mas eu gostávamos muito dele, logo foi batizado  de "Formoso".

Carro comprado, problema resolvido. Chegávamos e voltávamos do trabalho mais rápido e cada vez mais unidos.
                               Gatinha em frente ao "Formoso"

                                Eu e o "Formoso"
       A compra ajudou muito no inverno, pois aliviou o frio que enfrentávamos todos os dias.
  
       E assim seguíamos nossa vida de imigrante.




Voltamos das ferias no Brasil mais arrasados do que fomos. A saudade era tão grande que parecia que não iamos suportar.

Eu mesma comecei a chorar uma semana antes de vir embora agarrada com os meus 2 filhos.

Mas fazer o que... é a vida.

Pra desviar a atenção da saudade, então resolvemos começar a planejar o nosso natal.

Não conseguíamos ver nada de diferente pra fazer, então resolvemos fazer uma ceia legal só pra nos dois mesmos.

Por conta de um acordo no trabalho (dividíamos os funcionários: uma parte trabalhava no Natal e a outra no Ano Novo) ficaríamos 2 dias em casa no Natal ( 24 e 25 ).

No dia 24, acordamos cedo e começamos a limpar e arrumar nossa casa.

Claro que acompanhado de uma cervejinha e muita musica brasileira as "alturas".

Fazia muito frio, e em Portugal a maioria das casas não tem boa calefação e tava gelado dentro de casa. Tínhamos um aquecedor, mas era pequeno e não vencia o frio.

Tomamos "todas". Tanto pela animação como também pra amenizar o frio.

Depois da casa estar super limpa, Bem preparou a nossa ceia.

Ficou linda e saborosa: Foi lombinho de porco enfeitado com fios de ovos (a cara da minha infância) acompanhado com arroz com passas. Teve ainda nozes e um bom vinho branco português da região do Alentejo para completar.

Foi otimo.

Estava uma delicia e ficamos os dois até de manhã ouvindo musica e conversando.

Haja assunto!!!

Estávamos sozinhos, mas isso nos bastava.

     Meu gatinho: o autor da "obra de arte" pronto pra comer...

                          Tim-tim.... e bom apetite

LOBINHO DE PORCO COM FIO DE OVOS

Ingredientes
1 Lombinho (a sua escolha)
Azeite
Bacon em fatias (o suficiente para cobrir o Lombinho)
Alho amassado(8 dentes)
Colorau (1 colher de café)
Banha (1 colher de sopa cheia)
Salsinha (1/2 maço)
Pimenta do reino a gosto
Suco de 2 limões
2 copos de vinho branco
Sal fino a gosto
2 Folhas de louro

Fure muito bem o Lombinho e o tempere com sal ,pimenta do reino e metade do suco de limão.
Reserve por 30 minutos.
Num refratario junte a banha , o alho amassado, o azeite, o colorau, 1 copo de vinho branco, a salsinha e as folhas de louro. Faça uma pasta
Com esta pasta tempere muito bem o lombinho e conclua com um copo de vinho por cima. Deixe marinar por 2 dias.
Numa forma para assar coloque o lombinho e cubra ele todo com as fatias de bacon. Em seguida enrole num papel alumínio.
Asse numa temperatura de 150 graus por 1 hora e  depois retire o alumínio e asse por mais 1/2 hora a 180 graus.
Decore com os fios de ovos ao redor

Ps. Na nossa ceia de Natal ,este Lombinho foi acompanhado de arroz com passas.Fica uma delicia.



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Já fazia 5 meses que eu (gatinha) trabalhava no restaurante Chimarrão.

Tive a sorte da gerente da loja que eu trabalhava ser transferida para uma outra loja no Algarve e o meu patrão gostar do meu trabalho e minha postura, então fui promovida a gerente da loja.

O Bem já era o responsável do fast food onde trabalhava.

Com a vida estável, já dava pra pensar em ir de ferias ao Brasil, pela primeira vez, depois de mais de 3 anos e meio de Europa. E em um mês decidimos viajar.

Aproveitamos as nossas ferias semestrais de 15 dias e conseguimos passar 18 dias no Brasil.

Como o tempo era curto, só deu pra ir a Fortaleza, deixando São Paulo para próxima, quando nos programaríamos melhor.

Foi uma emoção rever a minha terra. Tava com tantas saudades.

Ter a família, inclusive os meus filhos, por perto, me deu mais segurança.

Acho que todo brasileiro devia passar um tempo fora do Brasil pra perceber o quando nossa terra nos faz falta.

Família Real

Meus queridos tios: Monica e Edilson

Passeio no Beach Park com filhos e casal de amigos: Alexandre Bigode e Thais.

Eu, Rebecca e Fernando Manuel, amigo de infância dos meus filhos

Gatinho hiper-super bronzeado

Só no pagodinho oh oh

Os homens da minha vida...