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 Já estava muito próximo de pegarmos nossa dupla nacionalidade, e com isso iríamos viver em outro país. A principio, escolhemos a Suíça, porém , por conta de um encontro com um amigo do Bem em Minas Gerais, nas nossas ferias anuais, mudamos de idéia e decidimos por Londres.

Essas ferias em Minas foram maravilhosas, principalmente porque, depois de quase 8 anos, decidimos passar as festas de final de ano no Brasil.

Para isso, tivemos que sair, os dois, dos nossos empregos, pois como trabalhávamos no setor de restauração, pra ter ferias nessa época, só pedindo demissão.

Porém, isso não nos preocupava, pois estávamos mesmo contando de mudar pra Londres logo que retornássemos das ferias.

Nosso natal comemorado no sitio do nosso genro, Everaldo.

                    Nosso Ano Novo, também no sitio

Visitamos vários lugares em Minas:

                      Ouro Preto: Praça central

    Ouro Preto: Em frente a Igreja de São Francisco


     Ouro Preto: Restaurante Calabouço


                                              Congonhas


                                         Serra do Cipó



Restaurante onde tinha uma deliciosa comida de fazenda


Enquanto estávamos lá, Bem fez uma inesquecível Moqueca de Camarão que só ele sabe fazer. 
Foi um sucesso:


MOQUECA DE CAMARÃO

Receita para aprox. 5 pessoas/ Tempo de preparo 45 minutos.

1Kg de camarão médio sem casca
8 dentes de alho amassados
4 tomates em rodelas
2 cebolas grandes em rodelas
3 Pimentões (1 de cada cor)em rodelas
Coentro muito bem picado . (a gosto)
suco de 2 limões
3 xicaras de leite de coco
1 fio de  azeite de oliva
3 colheres de sopa de azeite de dendê
2 Colheres  de sopa de molho de tomate
Pimenta malagueta( a gosto)
Sal e pimenta do reino( a gosto)

Tempere os camarões com sal, pimenta do reino , alho, limão, azeite de oliva e um pouco do coentro. Reserve por 1 hora.
Numa panela funda(eu uso um tacho de barro ou ferro) fora do fogo, comece a fazer camadas. Faça alternando pela ordem: Cebola, Camarão, Tomate, Pimentão ....e assim sucessivamente .
Cubra com o dendê, coloque no fogo medio. Faça uma mistura do Leite de coco com o molho de tomate e coloque na panela e mexa delicadamente para não desfazer. Aumente o fogo e quando começar a levantar fervura desligue  o fogo,  acrecente o coentro e feche a panela. Deixe abafar por 20 minutos.
Esta pronta.
Sirva com arroz e farofa.

Ps: Dica do Dalthão:
Reserve rodelas de tomate, cebola e pimentão  e um pouco de coentro para fazer a decoração.



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Estávamos próximo de pegar a nossa nacionalidade portuguesa, e por conta de uma negociação salarial com o Restaurante Chimarrão para aumento de salário, tive que devolver o Smart da empresa que usávamos.

Mesmo morando muito próximo ao trabalho, precisávamos de um transporte particular. Ao mesmo tempo considerávamos fortemente a hipótese de irmos morar em outro país, logo que tivéssemos a dupla nacionalidade. Por isso, resolvemos investir em um carro bem barato.

E realmente conseguimos um carro muito barato, mas muito barato mesmo. Descartável. Numa oficina, indicada por um amigo, encontramos um Clio 92 por 300 euros, que tinha sido deixado para trás por um português que teria migrado para a França.

Velhinho, mas de fé.

Ficamos com ele ainda por um ano e nunca nos deixou na mão. Pelo contrario, quando fomos embora de Portugal, ainda conseguimos vender o Maestro (era assim que o Bem  o chamava) por 400 euros.

Neste verão descobrimos a Praia Fluvial e íamos lá todas as semanas.

Adorávamos. Pela beleza do lugar e pela temperatura da agua, que era uma delicia.

                                            Praia Fluvial

Na praia fluvial tinha um pequeno bar, que só servia petiscos, por isso tínhamos que deixar sempre comida pronta antes de sair.

Foi quando o Bem inventou um prato fácil, pratico e barato: TORTA DE BANANA COM CARNE MOÍDA E QUEIJO.

Deixamos aqui esta receita pra que vocês possam aproveitar também.


TORTA DE BANANA COM CARNE MOÍDA E QUEIJO

1 kg de Carne Moída
1 dz de Bananas
300 gr de queijo Mussarela fatiado
6 dentes de alho
1 cebola grande
2 tomates
Salsa
Pimenta e sal a gosto

Numa panela aqueça um fio de azeite e revogue o alho e a cebola bem picadas. Acrescente os tomates e em seguida a carne moída, já temperada com sal e pimenta.Vá refogando até ficar quase pronto. No final coloque a salsa picada.
Corte as bananas ao meio de comprido.
Numa assadeira vá colocando camada, começando pela carne, depois a banana e depois o queijo.
Leve ao forno a 200° por 20 minutos.
Está pronto pra servir.



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Depois de quase 11 meses que já estavamos em Coimbra, mudamos novamente para um apartamento melhor, mais barato e mais perto do trabalho.

Nosso novo ap dava para uma tranquila area que servia também de estacionamento do predio. E por isso, comecei a deixar Tim e Pingo darem umas "voltinhas" diarias.

 Patio interno do nosso ap, com a casa de nossa senhoria ao fundo

Tim, já castrado, nunca deu trabalho. Era só chamar que ele voltava pra casa. Mas a Pingo...

Na 3a vez que deixei eles sairem, ela sumiu. Passou 3 dias sem aparecer. Todos os dias ficava gritando por ela, e nada. No 4° dia, ouvi um miando que parecia estar muito perto, e descobri que vinha do telhado da casa da nossa senhoria. Era a Pingo. Fomos busca-la. Deu um trabalho. Ela conseguiu passar pelos 2 enormes cachorros da D. Filomena e subiu no telhado, porém não soube mais descer. Depois de muita bronca e um belo banho, ficou proibida de dar suas "voltinhas".
 Pingo disfarçando antes de aprontar mais uma das suas.

Mas o pior ainda estava por vir.

Um dia esqueci a porta mal fechada e a danada escapuliu de novo. Foram mais alguns dias desaparecida. No 5° dia já estavamos dando como perdida, mas mesmo assim eu sempre gritava seu nome pra ver se ela respondia como da outra vez, quando ouvimos um miado bem longe, mas muito longe mesmo. E descobrimos que vinha de um muro muito alto (aproximadamente uns 7 metros) que ficava no fundo do terreno e que dava para um quartel do exercito. Tive que pegar um binoculo pra confirmar se era ela. Chamei os bombeiros, que prontamente me atenderam e resgataram-na. Ela tinha subido em uma arvore na casa da D. Filomena (ela gosta de viver perigosamente hehehe) e não teve como descer por causa dos cachorros e da arvore passou pro muro.

Depois de mais bronca e banho, levei-a para castra-la pra ver se ela ficava mais tranquila.

Mesmo assim, "voltinhas" pra Pingo, nunca mais.


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Ola Galera!

Depois de um tempo de folga, voltamos a atualizar nosso blog, este espaço que dividimos nossas historias com vocês.

Hoje eu (Dalthon) vou falar um pouco de Coimbra, sua historia e suas belezas.  E tratando-se da historia de Coimbra , eu nunca poderia deixar de falar da tradicional festa estudantil chamada "Queima das Fitas".

Coimbra é uma cidade historicamente universitária, por causa da Universidade de Coimbra, fundada em 1290, que conta atualmente com cerca de 30 mil estudantes, grande parte dos mesmos de fora, que residem anualmente na cidade exceto nos meses de férias.

                            Reitoria da Universidade de Coimbra

Foi Capital Nacional da Cultura em 2003 e é uma das cidades mais antigas do país, tendo sido capital do Reino, e apresenta como simbolo  principal  a sua Universidade, a mais antiga de Portugal e dos países de língua portuguesa, e uma das mais antigas da Europa.

Coimbra é uma cidade linda, banhado pelo rio Mondego e cercada por suas construções seculares.
                        Rio Mondego com a Universidade ao fundo


Tivemos o privilegio de morar lá por alguns anos.

Moramos primeiramente na Sé Velha, bairro onde está localizada a matriz que dá nome ao bairro, sendo ela um dos edifícios em estilo romântico mais importantes de Portugal. A Sé Velha tem mais de 850 anos, portanto é ponto referencial mais importante de Coimbra.
                                                Sé Velha

Moramos também no Bairro  Santa Clara, que também dá nome a ponte que atravessa sobre o Rio Mondego. No Bairro Santa Clara esta localizada a Igreja da Rainha Santa Isabel, onde todo 17 de junho é realizado uma grande procissão pela cidade.


                               QUEIMA DAS FITAS


A tradicional semana  acadêmica da Queima das Fitas é uma semana  festiva que acontece todos os anos durante o mês de Maio. Entre diversas atividades, estão a serenata estudantil, os concertos musicais e o cortejo acadêmico.

A Serenata: Como tradição milhares de pessoas se reúnem em volta da Sé Velha para acompanhar a Serenata que marca a abertura  da semana da "Queima das Fitas". A Serenata dura em media 2 h e é acompanhada por pessoas se espremendo nas ruelas e vielas apertadas  existentes na Sé Velha. As ruas que dão acesso a Sé velha ficam tomadas,carros não passam e até a pé fica difícil. Nós morávamos a mais ou menos 50 metros da Matriz,por isso neste dia deixamos o carro no trabalho e tivemos que ir a andando e se espremendo na multidão para podermos chegar em casa.

Durante a serenata é muito mais fácil ouvir do que ver algo, pois fica impossível com tanta gente. No final dos cânticos,os estudantes da Universidade de Coimbra dão o seu famoso grito de Guerra e atiram suas capas pretas para o alto.

Lindo,emocionante e romântico.

                                               A Serenata

O Cortejo é um desfile de carros alegóricos ,onde os finalistas(os formandos) vão a frente dos carros, os veteranos em cima dos carros e os Calouros vão atrás. Tudo isso regado a muita bebida alcoólica, muita mesmo. Desfilam pelas principais ruas de Coimbra e são saudados por todas as pessoas e parentes que os assistem.

Uma das coisas bonitas que achamos na Universidade, foi o fato dos alunos usarem as tradicionais capas pretas como uniforme. No dia de abertura da "Queima das Fitas", na tradicional  Serenata, milhares de estudantes trajavam aquela capa preta, dando a impressão de termos voltado ao tempo.

 Muito lindo!!!

Baixa de Coimbra

                        Vista Panoramica da Cidade de Coimbra



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Como disse antes, nossa familia tinha mais um agregado: Tim, um gatinho Siames que o Bem tinha me dado de presente.

Pois é, Tim tava se sentindo um pouco sozinho porque passávamos muito tempo nos restaurantes colocando aquilo em ordem.

Um dia chegamos em casa e não o encontramos.

Ficamos desesperados.

Procuramos por todos os lados, demos uma volta no quarteirão e nada de Tim.

Desconviamos de tudo, até dele ter passando pela porta quando entramos sem ser visto. Até ele ter sido roubado, pois em frente a nossa casa morava umas garotas (essa região era repleta de Republicas estudantis, pela aproximidade com a Universidade de Coimbra) que passavam o dia soltando beijos pra ele, que ficava na janela da frente todo exibido, se sentindo.

Chorei. Bem chorou, mas nada de Tim.

Nossa casa era de 2 andares e deixavamos sempre aberta uma janela do nosso quarto que dava para os fundos de um Museu, mas que pelo desnivel do terreno era muitoooo mais alto do que na frente. O problema é que lá viviam aproximadamente uns 20 gatos que eram alimentados pelo pessoal do museu.

Dois dias depois era a nossa folga e passamos o dia em casa. No final desse dia ouvi um miado familiar, e disse pro Bem: "É o Tim". Identifiquei de onde vinha o miado e vi pela janela o "bonitão" no meio das plantas do quintal do museu.

Tive vontade de mata-lo. Mas muito aliviada por encontra-lo.

O cio das gatas do Museu fez o Tim pular de uma
altura de aproximadamente de 25 metros por "amor".

Vinha todo sujo e cheio de carrapicho.

Decidimos arrumar uma companhia pra ele e foi então que encontramos a Pingo. Colocamos esse nome, porque ela era muito pequenina quando fomos busca-la.

Tim e Pingo, sua fiel companheira


Nesse começo, quase não cozinhamos porque o restaurante toma muito o nosso tempo e nas folgas preferiamos ir comer fora.

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